O QUE É TER BOM ÂNIMO

O QUE É TER BOM ÂNIMO?
Caro Caio!
Gostaria que você pudesse falar algo sobre as palavras de Jesus:
"Tende bom animo".
A seu ver, o que Jesus queria nos dizer? E que postura pretendia que
tivéssemos na vida de maneira a ter o bom animo?
Como não sucumbir à tristeza, à amargura, à vida cabisbaixa, ou à
vida infeliz? Ou mesmo esmagados pelas aflições deste mundo?
Um abração
Luiz
Resposta:
Amado Luiz: Graça e Paz!
Percebi que você enviou o mesmo e-mail todos os dias. Somente hoje
me dei conta disso. E, mesmo podendo apenas dizer que o site está
cheio de textos e respostas sobre isto, dada a sua vontade (vista pela
quantidade de e-mails idênticos) — decidi escrever algo a você, ainda
que bem simples, pois, do contrário, de que me valeria ter um site
cheio de respostas e propostas? Pois, se eu tivesse que dizer as
mesmas coisas, teria que fazer um site para cada pessoa.
Jesus disse aos discípulos em meio à tempestade, quando pensavam
estar vendo um “fantasma”, que tivessem bom ânimo. Depois disse
que o homem que teve bom ânimo, e, tentou ir ao encontro Dele
andando sobre as águas (vindo a afundar depois de andar por um
pouco), que aquele era um “homem de pouca fé” — Pedro.
Depois, na última ceia (conforme João), Jesus disse que no mundo se
teria muita aflição, mas que se tivesse bom ânimo, pois Ele havia
vencido o mundo.
Assim, há o bom ânimo que é uma pequena fé, mas suficiente para
por alguém com a vontade de andar até sobre as águas. E há o bom
ânimo que é focado em Jesus, e na vitória Dele sobre as aflições
desta existência.
No primeiro caso, Pedro (aquele que andou sobre as águas e depois
sucumbiu), tomou tal iniciativa, abandonando o medo do fantasma e
o pavor do poder da tempestade — baseado no fato de que Aquele
com Quem ele falava era o próprio Jesus. Desse modo, ousou o
impensável para, então, sucumbir ao primeiro medo que o assolara —
o medo da tempestade.
Já no segundo caso, o próprio Jesus diz que a vitória sobre as aflições
vem exclusivamente de se ter a Ele, Jesus, como referencia absoluta
para a visão da vida; pois, Ele é Aquele, único, que venceu o mundo.
Desse modo se fica sabendo que o bom ânimo que existe apenas
como uma predisposição psicológica e positiva para pensar o melhor,
ajuda muito a qualquer um, mas apenas quando a vida está boa.
Nesse caso, o bom ânimo é bom humor, e também é positividade. E
há grande poder em tais sentimentos e atitudes. Funcionam até na
vida de ateus (se é que tal existe mesmo). Sim, porque até mesmo
bandidos positivos prosperam mais que bandidos negativos.
Tal bom ânimo (que é de si mesmo) é útil à vida, mas não anda
sobre as águas; além de que foge de fantasmas.
O bom ânimo acerca do qual Jesus falou não era “o poder do
pensamento positivo”. Nem era uma mera auto-ajuda. Ele ia muito
além de tais coisas, por mais positivas que sejam.
Isto porque o que Jesus ensinou não se estribava em circunstâncias
favoráveis. Ao contrário, o bom ânimo ensinado por Ele acontecia
contra fantasmas, contra tempestades, e contra as aflições do
mundo. Pois, no primeiro caso, era na direção de Jesus que Pedro
andava sobre as águas; e, no segundo caso, a vitória sobre as
aflições vem de se ter o olhar fixado, pela fé, Naquele que é nossa
vitória sobre o pecado (o nosso), sobre as tristezas (as nossas), e
sobre toda angustia (as nossas); pois, Ele é Aquele que levou nossos
pecados e que levou nossa morte, morrendo por nós e ressuscitando.
Sem esse foco em Jesus, em Deus (“Credes em Deus? Crede também
em mim” — disse Jesus); e sem esse andar certo de Seu amor por
nós — ninguém encara fantasmas, e nem tampouco enfrenta as
tempestades impensáveis (andando sobre as águas); e menos ainda
conseguirá vencer o mundo, cujo maior poder é o da desesperança
(no caso de quem continua honesto) e o do cinismo (que é o que
acomete aquele que fica dormente para não morrer).
Paulo ensinou que o pensar em coisas boas, honestas, edificantes,
positivas, e enaltecedoras — é um exercício que todos os discípulos
de Jesus devem praticar. E acrescentou: “E o Deus da paz será
convosco”.
Entretanto, ele mesmo, Paulo, disse que o único poder capaz de nos
habilitar para a sermos mais que vencedores (e, portanto, capazes de
enfrentar tudo; pobreza, opressão, perda, ameaça, perseguição,
dimensões, e até qualquer outra criatura ou fantasma) — era a
consciência em fé acerca do amor de Cristo por nós.
Sem que eu ande pela fé e em confiança, poderei até ter uma boa
atitude na vida; mas apenas enquanto os fantasmas não aparecerem,
os mares não se tumultuarem, e a vida não for feita de aflição; pois,
quando é assim, somente Alguém maior que o mundo pode manter
nosso ânimo, caso continuemos a olhar apenas para Ele, sem nos
deixarmos possuir pelo pavor inspirado nas adversidades.
“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em
mim”.
Quando se olha apenas para Ele, fé é bom ânimo; e bom ânimo é a
própria fé. Mas quando não se olha apenas para Ele, então nosso
ânimo variará conforme as circunstâncias. Afinal, quem de nós vence
o mundo? Sim, quem de nós vence tudo o que nos relativiza,
culminado na própria morte?
Assim, meu amigo, há somente uma coisa a fazer: andar pela fé, em
confiança, crendo no cuidado e no amor de Deus por nós, sabendo
que todas as coisas, todas elas, contribuem para o bem daqueles que
amam a Deus. Ora, o fruto desse andar é bom ânimo em tudo, pois,
quem tem tal significado para existir e viver tem também um olhar
venturoso acerca de tudo; visto que já está posto, em fé, acima de
todo fantasma, de todo principado e poder; e de toda tempestade
deste mundo. Afinal, esse mesmo já sabe que tudo apenas
acrescenta valor e significado à sua existência.
Pode haver maior poder de ânimo do que este?
Um abraço.
Nele, que nos guarda nas asas da fé,
Caio
fonte: reflexoesdiarias.nom.br

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