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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dilma não acredita em Deus

with 1 comentários
Dilma não acredita em Deus? tem se espalhado emails falando que dilma não acreditava em Deus, quando questionada sobre a existência de Deus Dilma responde "sera que há?" será que não há? e ela complementa eu me equilibro nestas questões. o que você acha sobre isto. atenção o blog não é contra ou a favor de nenhum candidato apenas estamos informando, quero que veja o video e comente!

1 comentários:

  1. Anônimo disse...

    Dilma e a fé cristã

    FREI BETTO

    Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará
    uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã


    Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major
    Lopes, em Belo Horizonte.

    Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
    Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo.
    Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no
    cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
    Nada tinha de "marxista ateia".

    Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar,
    com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao
    pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

    Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois
    anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso
    assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista-
    acusar Dilma Rousseff de "abortista" ou contrária aos princípios
    evangélicos.

    Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser
    bispo, ninguém é dono da verdade.
    Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
    Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
    Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí
    propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem
    comprovar, por suas atitudes, que "a árvore se conhece pelos frutos",
    como acentua o Evangelho.

    É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na
    dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula
    testemunham a fé que abraçam.

    Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito,
    tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e
    sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto...
    Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos
    miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos
    sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado
    internacionalmente.

    Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de
    ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma
    pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se
    encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos
    princípios do Evangelho.

    Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não
    respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando
    o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos.
    Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus
    semelhantes.

    A resposta de Jesus surpreendeu: "Eu tive fome e me destes de comer;
    tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes;
    oprimido, e me libertastes..." (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no
    lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem,
    por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das
    opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
    Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população
    brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se
    eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

    FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e
    escritor, autor de "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros
    livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004,
    governo Lula).

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