NADA DE IDEAIS AO ALCANCE DA MÃO


NADA DE IDEAIS AO ALCANCE DA MÃO

Gosto de pássaros
que se enamoram das estrelas
e caem de cansaço
ao voarem
em busca da luz...

Do livro “MIL RAZÕES PARA VIVER” (Meditações do Padre José), de Dom Hélder Câmara.

caminhos da vida e do amor


caminhos da vida e do amor


Pablo Neruda, poeta chileno, prêmio Nobel de Literatura, usou sua escrita como arma para a conscientização das pessoas.
Entre seus milhares de versos está este:
“É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram”.
A pessoa se apaixona e vive um grande momento. Recheia sua mente de bons momentos e de experiências profundas. A paixão correspondida produz marcas deliciosas em seu corpo e na  sua alma.
A delícia de amar é confirmada na simples lembrança de um olhar ou de um sorriso. A vida está intensa, porque algo transborda de dentro desta pessoa.
Tudo se torna mais lindo, os sofrimentos ficam menores e o resto do planeta pouco importa.
Amar é movimento, é um estado mental. É uma delícia! Se correspondido, esta vivência se multiplica.
Qual a importância de alguém que nos destrata na rua se pulsa em nosso corpo a imensidão do amor? Este destratar torna-se  insignificante. O amor, amplificado pela paixão, coloca tudo na sua devida dimensão.  Isto é: se tivermos a vida intensa, transbordando de dentro para fora de nós mesmos, sempre será insignificante alguém nos destratar. Por outro lado, quando a vida está empobrecida ser destratado fere o orgulho e desperta raiva, rancor ou tristeza. O que o poeta nos ensina é como não empobrecer a vida.
O amor nos mostra quem nós podemos ser e a vida que podemos ter. A paixão e o amor por alguém é apenas a primeira porta a ser aberta. Viver em estado mental de amor é o objetivo.
Permitir que o amor flua de dentro para fora sempre é a meta da evolução. O amor por alguém é o treino.
O amor nos ensina verdades e amplia a consciência com o objetivo de entendermos as Leis de Deus.
Algumas vezes o amor por alguém, principalmente quando amparado pela paixão, termina. Tal qual as estações do ano, ele se vai. Ele deixa de fluir ou o outro não retribui.  O que sobra?
Os momentos de amor intenso geraram altas expectativas. Agora é o momento das expectativas frustradas. A falta, o não ter, a carência… O que fazer?
A mente reativa reage. Se as expectativas são frustradas respondo com agressividade, angústia, medo, insegurança, dúvidas, confusão mental, etc. A máquina de destruição começa a funcionar a mil por hora. É necessário destruir todas as memórias e todos os aprendizados que geraram a expectativa e que são a causa identificada da dor.
O nome disso: autodestruição e autoboicote.
A pessoa perdeu e não tolera a perda. É preciso destruir algo dentro de si. Alguns tentam destruir a outra pessoa. Quase todos tentam destruir o que existe de bom dentro da mente, pois é dali (acreditam eles) que emana toda a dor.
Dizem em meio ao sofrimento que querem esquecer tudo. Esquecer tudo significa esquecer o que é bom, pois o que é ruim é cultivado.
Em pouco tempo a máquina de destruição, com raiva e vingança, destrói uma parte de si mesmo. É como uma pessoa que tem dor no pé e que resolve o problema cortando-o fora. Passará o resto da vida mancando. Seu foco é ficar sem dor no pé, ele conseguiu. Não sofrerá mais desta dor. Perder uma parte de si é a solução da mente reativa.
A mente de uma pessoa que tem a mente clara (não reativa) age diferente. Ela sente a dor da perda. Ela liga a máquina de autodestruição, mas não consegue colocá-la em prática. Falta-lhe o combustível destrutivo, pois ela se preparou para intensificar a vida e cultivar o que é nobre. Assim sendo, a gratidão, a benevolência e a boa vontade se mantém em um nível tão grande que ao invés de caminhar para a autodestruição e pessoa caminha para o sacrifício.
Sacrifício é o sacro ofício, ou seja, o trabalho sagrado. O trabalho sagrado, neste caso, é preservar o que aprendeu e as experiências vividas no amor correspondido. Mesmo que o sofrimento momentâneo seja maior, a escolha é preservar as memórias benéficas. Preservar o belo, o bom e o saudável. Preservar o que é nobre e não se deixar dominar pelo que é destrutivo. Eu sofro, mas não me destruo.
A experiência do amor preservado, a mente fortalecida pelo sacrifício e os sentimentos nobres estimulados serão a força para gerar a evolução espiritual profunda: manter o estado mental que permite ao amor fluir sempre.
Manter as delícias de amar, permitindo que o amor flua. Somente a mente clara, que passou pelo sacrifício de manter toda a nobreza pulsando dentro de si, é que consegue atingir este objetivo.
Esta é a mensagem do poeta: “É proibido … esquecer seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram”.  No início pode ser difícil porque é a hora do sacrifício. Mas, com a manutenção do que é nobre e o fortalecimento da mente, o amor sempre renovado (porque se mantém fluindo) recoloca tudo em sua devida dimensão. As lindas experiências não foram destruídas, por isto estarão disponíveis para o amadurecimento da alma.
A sabedoria está em não se destruir porque houve uma frustração. O sábio mantém tudo de bom através da gratidão, do carinho, da benevolência,etc. e sempre amplia sua consciência.

MUROS E PONTES

MUROS E PONTES

"Quem constrói muros, não quer ver ou ser visto...
Mas quem constrói pontes, quer ir e voltar.

Quem constrói muros, não vê nem os amigos...
Mas quem constrói pontes, cria um elo com as pessoas.

Quem constrói muros, tem medo...
Mas quem constrói pontes, é corajoso.

Quem constrói muros, fecha-se dentro si mesmo...
Mas quem constrói pontes, abre novos caminhos.

Quem constrói muros, se vê preso dentro deles...
Mas quem constrói pontes, é livre.

Quem constrói muros, tende-se a ser egoísta...
Mas quem constrói pontes, quer levar e trazer.

Quem constrói muros, quer privacidade total...
Mas quem constrói pontes, faz da vida um livro aberto.

Construa mais pontes do que muros em sua vida...
E pode acreditar que
Você será uma
Pessoa muito feliz!"
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NÃO É ESQUISITO QUE...

NÃO É ESQUISITO QUE...

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz... está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala... é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto,
é "cabeça dura".
Quando você o faz... está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar... é apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala... é porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável,
tem uma segunda intenção.
Quando você age assim... é gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz... está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz... é iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride... é fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz... é prova de caráter.

Pense nisso e reflita.....
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Um dia de pescaria


Michel trabalhava em um hotel fazenda como instrutor de pesca. Seguro de si, por vezes ria intimamente dos erros cometidos pelos pescadores iniciantes. Eles pareciam tão tolos. Pescadores de final de semana.
Com certeza, o tipo mais extravagante que ele já conhecera era aquele que estava em sua frente. Parecia um modelo de catálogo de roupas esportivas.

O colete de pescaria era novo. Estava tão duro que parecia engomado. Todo o equipamento de pesca reluzia. Era especialmente novo. O feltro das botas era branco como neve. A vara de pescar nunca tinha sido usada e a carretilha estava montada na posição contrária.

Rico e exigente, pensou o instrutor.

No entanto, quando estendeu a mão recebeu um aperto forte e sincero.

A mulher do principiante tirou uma foto como lembrança e depois os deixou a sós.

O instrutor acertou a posição da carretilha. O aprendiz deu de ombros e riu de si mesmo. A lição de arremesso da linha foi ali mesmo no gramado. Depois foram para o rio.

Quando o principiante apanhou o primeiro peixe, soltou gritos de alegria. Na sequência, a cada peixe que pescava, fazia novos comentários.

Não é lindo? Fantástico? Maravilhoso? Enfim, todos os peixes, não importando o tamanho, eram louvados como pedras preciosas.

Quando, ao final da tarde, a pescaria acabou, ele se voltou sorridente e agradecido para o instrutor e confessou:

Quero lhe dizer uma coisa. Este foi um dos melhores dias da minha vida. Não era para eu estar aqui agora. Estive muito doente e os médicos acreditaram que eu não sobreviveria. Mas eu acreditei que sobreviveria. Melhorei muito e minha mulher me deu de presente todo este equipamento porque sempre desejei pescar com isca artificial. Esta viagem é uma espécie de comemoração para nossa família.

O instrutor ficou sem fala. Ele pensara tantas coisas a respeito daquele homem, que parecia quase um tolo, a gritar de alegria por cada peixe retirado da água.
E, contudo, ele estava comemorando a vida. A sua saúde. A possibilidade de ficar com os seus, na Terra, por mais um período.
Quando o instrutor o deixou na cabana, onde a esposa e os filhos o esperavam, pôde perceber que a nuvem escura que pairava sobre eles havia passado. Que eles podiam se divertir com algo tão simples como férias em família.
Enquanto retornava para seu próprio lar, o instrutor pensou que, no dia seguinte, partiria ao encontro de um novo pescador.
Mas, com certeza, nunca mais permitiria que roupas engomadas e caras ou uma carretilha ao contrário o levassem a acreditar que o aprendiz não teria alguma coisa para lhe ensinar.
* * *

A vida é uma escola inesgotável. A natureza é mestra. São mestres todos os seres. Alguns nos ensinam a paciência, outros a gratidão.
Alguns são mestres em renúncia e sabem conjugar o verbo ajudar de uma forma muito especial.
Aqueles que são espontâneos, que sabem sorrir com facilidade, que explodem em adjetivos pelo sol que nasce, a chuva que cai, a grama que cresce nos ensinam que o espetáculo da vida é inigualável.
Que ela é feita de pequenas coisas que são extremamente importantes. Basta que saibamos olhar, descobrir, desfrutar.

Um dia de pescaria, de Seleções Reader´s Digest, de agosto de 2000.
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Não, não pares.

Não, não pares.
É graça divina começar bem.
É graça maior persistir na caminhada certa,
manter o ritmo...
Mas a graça das graças
é não desistir nunca..."

D. Helder Câmara
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