Brasil é sede das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente


O dia mundial do meio ambiente é comemorado no dia 05 de junho. A data foi criada em Estocolmo em 1972, em virtude de um encontro promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar de assuntos sobre o meio ambiente, que englobam o planeta, conhecido como Conferência das Nações. Neste encontro criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais e também um plano para traçar as ações e metas da humanidade e dos governantes diante do problema.
Este ano, o Brasil é sede do Dia Mundial do Meio Ambiente, que tem como tema “Economia Verde: Ela te inclui?” Este é um tema que convida o mundo a analisar onde a economia verde está no dia a dia de cada um e avaliar como ela pode gerar resultados econômicos e ambientais para um futuro sustentável em um planeta de sete bilhões de pessoas e que poderá chegar a nove bilhões em 2050. No Dia Mundial do Meio Ambiente, de forma intensiva no mundo todo e com muitas atividades ambientais, é feita a conscientização a respeito da forma como a humanidade deve agir diante da natureza, bem como das conseqüências que teremos se não houver conscientização e mudança de atitudes, tudo isso num esforço coletivo de preservar a natureza e alcançar o crescimento com um desenvolvimento sustentável em todas as nações do mundo.
No Dia Mundial do Meio Ambiente de 1992, o Brasil foi sede de um encontro que reuniu líderes globais e tinha como objetivo tomar decisões importantes sobre o bem-estar do planeta e sobre questões de desenvolvimento. Hoje, 20 anos depois, relembrando a Rio 92 onde as primeiras ações voltadas para a preservação do meio ambiente e a difusão das idéias sustentáveis foram realizadas, o Brasil é sede da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio de Janeiro de 13 a 22 deste mês.
A Conferência Rio+20 terá como tema central a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e, a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. O objetivo desta Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e tratar de temas novos e emergentes, também visa definir quais as ações que devem ser tomadas para que o planeta tenha um desenvolvimento sustentável e dentre outros, tem como objetivos:

 Estabelecer metas para serem desenvolvidas pelos países nos próximos anos:

 Aprovar objetivos de desenvolvimento sustentável;

 Buscar soluções para os problemas ligados à extrema pobreza, mortalidade materna e infantil e saneamento básico.

Estes objetivos, não se aplicam somente aos países pobres, mas devem ser assumidos pelo mundo inteiro, inclusive deve haver conscientização que empresas, consumidores, governo, entidades não governamentais e cada um de nós, em particular, devemos fazer nossa parte pelo meio ambiente, uma vez que somos todos responsáveis.
Concluindo, podemos dizer que o Brasil tem buscado se adequar ao modelo de desenvolvimento sustentável e apesar de que muito ainda precisa ser feito, pois o Brasil é um país de contrastes e ainda convivemos com situações de cidades que não realizam a coleta seletiva do lixo, que possuem lixões a céu aberto, que não possuem saneamento básico para toda a população, é importante mostrar que o país em alguns termos, tem feito a sua parte e com isso está contribuindo para um futuro melhor.

A autora:

ROSEMARY DE ROSS é formada em Letras e cursou Teologia para Leigos.Reside em Pato Branco – Paraná. Impelida pelo desejo de evangelizar por meio da linguagem escrita, elaborou estes dois livros e por meio de suas mensagens, espera ajudar as pessoas a reencontrarem a paz , a alegria e a esperança.
Livros: “Uma mensagem por dia, o ano todo” (Paulinas Editora) e “Mensagens e orações para diversas situações do dia a dia” (Paulinas Editora).É colaboradora de diversos sites, blogs, jornais e revistas do país.


Queira o bem dos outros.

Queira o bem dos outros.

Dê importante lugar aos outros na sua vida.
Não deseje a eles o que não quer para si, faça como ensinou Jesus.

Os outros são pontos de apoio, observação e trabalho para você progredir e ser feliz.
Quando você lhes deseja um bem, esse bem passa a existir primeiro dentro de você e, depois, neles.
Por isso, os que mais desejam o bem aos outros são os mais felizes.

Não meça esforços para ser útil.
O seu esforço é agradável a Deus, pois estão interligados você, os outros e Deus.

O que você faz aos outros a si mesmo faz.

Lourival Lopes
Sabedoria todo dia
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Você "faz" o seu dia

Você "faz" o seu dia
Levante-se com ânimo. Tenha boa disposição desde cedo.O mau humor pode estragar o seu dia.Logo ao sair da cama, mentalize: "Este dia será muito bom para mim. Hoje só desejarei boas coisas aos outros. Cumprimentarei a cada um com um sorriso alegre.Não enxergarei defeito em ninguém. Nem falarei mal de qualquer pessoa. Usarei de paciência. Perdoarei espontaneamente. Verei um "filho de Deus" em cada rosto".Experimente fazer isso.Predispor-se para o otimismo é um esforço que rende bons frutos.
Lourival LopesExtraído de "Gotas de esperança"
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Você pode...

Você pode...
Você pode ter uma vida de alegrias,
esperanças e paz inabalável.
É uma realidade que vem ao seu
encontro de braços abertos.
Admita que pode ser feliz.
A partir daí a felicidade toma impulso dentro de
você alimenta-se e se desenvolve amplamente.
Como uma lâmpada que necessita da corrente
elétrica para se acender, a felicidade necessita
da corrente positiva da sua mente para operar
mudanças, das pequenas às grandes.
Alimente a corrente da felicidade no seu coração.
Assim Deus o quer.
Seja feliz.
Você faz a felicidade aparecer
com a vontade de ser melhor.

Lourival Lopes
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A COMPLICADA ARTE DE VER

A COMPLICADA ARTE DE VER
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões...
Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales" de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta. Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado.
Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam. Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

Rubem Alves, colunista da Folha de São Paulo Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: "Os Três Reis" (Loyola) e "Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual" (Papirus).
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