Sinta que você vem de Deus.

Sinta que você vem de Deus.

Isso é importante.

Quando você afirma vir de Deus, a alma se enche de

satisfação, e corre-lhe pelas veias uma energia

de espiritualidade, de fortaleza, de esperança

grandiosa, de paz incomparável.

Então, diga com confiança que vem

de Deus e que para Ele voltará.

Diga que você é luz, é amor, é

eterno, e que nada lhe faltará.

Faça isso com vontade, para que o conteúdo

dessa afirmação entranhe-se no seu

coração e produza alegrias na vida diária.

Quem sente vir de Deus nenhum mal espera da vida.



Lourival Lopes
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COMUNIQUE-SE

COMUNIQUE-SE

Assim como o trem de ferro precisa dos trilhos para levar ao destino o que transporta, também nós necessitamos dos trilhos das boas maneiras para fazer chegar aos outros o que queremos.

São boas maneiras as palavras ditas com amor, o olhar repleto de simpatia e o desejo sadio de se fazer entender.

E também a ação firme ou a corrigenda, desde que empregadas sem ferir.

Você se mostra ao se comunicar.

A boa comunicação desliza suavemente quando são bons os trilhos em que se apoia.



Lourival Lopes
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Como conhecer o seu valor?

Como conhecer o seu valor?

Em tempos de calmaria, o timoneiro tem pouca

dificuldade em conduzir a embarcação.

Só quando sobrevém a tempestade é que

ele põe à prova seus nervos e habilidades.

Isso também acontece com o caminhoneiro e outros profissionais.

Assim como o ipê floresce na seca,

o seu valor se destaca na dificuldade.

É ante os revezes que tem mais relevância o que você

pensa, como reage, como providencia as soluções.

E também que você sabe melhor do que é capaz, até onde pode ir,

qual a inteligência que tem e o amor que carrega.

À medida que você emprega o seu valor, as dificuldades diminuem.


Lourival Lopes
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RIFA-SE UM CORAÇÃO


RIFA-SE UM CORAÇÃO
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.


Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra
indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

                                  Clarice Lispector

AFINIDADE


 
Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, à distância, as impossibilidades.

Quando há AFINIDADE, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido.

AFINIDADE é não haver tempo mediante a vida. É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.

Ter AFINIDADE é muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.

AFINIDADE é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.

AFINIDADE é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.

AFINIDADE é sentir com. Nem sentir contra, sem sentir para... Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber.

AFINIDADE é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar...

AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais.
Artur da Távola

PEREGRINO...


PEREGRINO...

Quando teu navio
ancorado muito tempo no porto,
te deixar a impressão enganosa
de ser uma casa,
quando teu navio
começar a criar raízes
na estagnação do cais,
faze-te ao largo.
É preciso salvar a qualquer preço
a tua alma de peregrino.

Do livro MIL RAZÕES PARA VIVER, de D. Hélder Câmara

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