MENU

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ELOGIO DA CARIDADE

Melhor do que o pão
é a sua partilha,
sua divisão!
***

REPARTE TEU PÃO

porque há irmãos famintos
que não podem esperar...
Reparte justiça
porque há irmãos oprimidos
cansados de tanto esperar...
Reparte amor
porque a Terra inteira
anda sedenta
de compreensão
e de amor-Amor...

Do livro MIL RAZÕES PARA VIVER, de D. Hélder Câmara

REPARTE TEU PÃO


UMA LINDA LIÇÃO

Conta-se uma história sobre Fiorello LaGuardia, que, quando era prefeito de Nova York durante os piores dias da Depressão e durante toda a Segunda Guerra Mundial, era carinhosamente chamado de “Little Flower” pelos seus admiradores nova-iorquinos, porque tinha apenas 1,65 m e trazia sempre um cravo na lapela. Era um personagem pitoresco que costumava andar em caminhões do Corpo de Bombeiros, participar de batidas em bares ilegais junto com o departamento de polícia, levar orfanatos inteiros para participar de baseball e, quando os jornais de Nova York estavam em greve, ia à rádio ler quadrinhos humorísticos para as crianças.

Numa noite terrivelmente fria de janeiro de 1935, o prefeito compareceu a um tribunal noturno que servia a região mais pobre da cidade. LaGuardia dispensou o juiz por aquela noite e assumiu a tribuna ele mesmo. Minutos depois, uma senhora esfarrapada foi trazida na presença dele, acusada de roubar um pão. Ela disse à LaGuardia que o seu genro havia ido embora, que sua filha estava doente e que seus dois netos estavam passando fome. Mas o merceeiro, de quem o pão havia sido roubado, recusava-se a retirar a acusação.

- É uma vizinhança ruim, meritíssimo - o homem disse ao prefeito.
- Ela deve ser punida para ensinar às pessoas daqui uma lição.

LaGuardia suspirou, virou-se para a mulher e disse:

- Tenho de punir a senhora. A lei não abre exceções: são dez dólares ou dez dias na cadeia.

Mas ainda enquanto falava, o prefeito já colocava a mão no bolso. Ele tirou uma nota para fora e arremessou-a no seu famoso chapéu de abas largas, dizendo:

- Aqui está a multa de dez dólares, que eu agora perdoo. Além disso, vou impor uma multa de cinquenta centavos para cada um presente neste tribunal, por morarem numa cidade em que uma pessoa tem de roubar pão para que seus netos tenham o que comer. Senhor Bailiff, recolha as multas e entregue-as à ré.

Assim, no dia seguinte, os jornais de Nova York anunciaram que 47,50 dólares haviam sido entregues a uma perplexa senhora que havia roubado um pão para alimentar os netos famintos, cinquenta centavos dos quais haviam sido doados pelo ruborizado dono da mercearia, enquanto cerca de setenta pessoas, acusadas de pequenos crimes e de violações de tráfego, lado a lado com policiais da cidade de Nova York, aplaudiam o prefeito de pé.

Que tremendo momento de graça foi aquele para todos os que estavam presentes naquele tribunal. A graça de Deus opera num nível profundo da vida de uma pessoa afetuosa. Ah! Quem dera fôssemos capazes de reconhecer a graça de Deus quando ela vem a nós!
Por: Brennan Manning

***Não diga para DEUS o tamanho dos seus problemas, mas diga para os seus problemas o tamanho do seu DEUS./Sabedoria popular.

UMA LINDA LIÇÃO

a leiteira e o balde Uma leiteira ia a caminho do mercado. Na cabeça, levava um grande balde de leite. Enquanto andava, ia pensando no dinheiro que ganharia com a venda do leite: - Comprarei umas galinhas. As galinhas botarão ovos todos os dias. Venderei os ovos a bom preço. Com o dinheiro dos ovos, comprarei uma saia e um chapéu novos. De que cor? Verde, tudo verde, que é a cor que me assenta bem. Irei ao mercado de vestido novo. Os rapazes me admirarão, me acompanharão, me dirão galanteios, e eu sacudirei a cabeça ... assim! . . . E sacudiu a cabeça. O balde caiu no chão e o leite todo espalhou-se. A leiteira voltou com o balde vazio. Fábula de Esopo Não se deve contar hoje com o lucros de amanhã!

a leiteira e o balde

A velhinha que dava nome às coisas Ela era uma velhinha que morava sozinha, em uma grande casa. Não tinha amigos porque, ao longo dos anos, ela os vira morrer, um a um. Seu coração era um poço de saudade e de perdas. Por isso, ela decidira que nunca mais se ligaria afetivamente a ninguém. E, para se lembrar que um dia tivera amigos, passara a chamar as coisas pelos nomes dos amigos que haviam morrido. Sua cama se chamava Belinha. Era grande, sólida e confortável. Mesmo depois que ela se fosse, Belinha continuaria a existir. A poltrona confortável da sala de visitas se chamava Frida. Haveria de durar muitos anos mais. A casa se chamava glória. Tinha sido construída há mais de cem anos, mas não aparentava mais que vinte. Era feita de madeira muito forte, vigorosa. E o carro, grande, espaçoso se chamava Beto. "haveria de servir", pensava a velhinha, "para alguém, depois de sua morte." E assim vivia a velhinha solitária. Certo dia, quando estava lavando a lama de Beto, um cachorrinho chegou no portão. O portão não tinha nome, porque ela achava que ele logo teria que ser substituído. Suas dobradiças estavam enferrujadas e a madeira apodrecida. O animalzinho parecia estar com fome e ela tirou um pedaço de presunto da geladeira e o deu ao cão, mandando-o embora. Porém, no dia seguinte, ele voltou. E no outro e no outro. Todos os dias, ele vinha, abanava o rabo e ela o alimentava, mandando-o embora. Ela dizia que Belinha não comportava um adulto e um cachorro, que Frida não gostava que cães sentassem nela e glória não tolerava pêlo de cachorro. E Beto? Bom, esse fazia os cachorros passarem mal. Um ano depois, o animal estava grande, bonito. E tudo continuava do mesmo jeito. Até que um dia ele não apareceu. Ela ficou sentada na escada, esperando. No dia seguinte, também. Nada. Resolveu telefonar para o canil da cidade e perguntar se eles tinham visto um cachorro marrom. Descobriu que eles tinham dezenas de cachorros marrons. Quando perguntaram se ele estava usando coleira com o nome, ela se deu conta que nunca dera um nome para ele. Sentou-se e ficou pensando no cachorro marrom que não tinha coleira com um nome. Onde quer que estivesse, ninguém saberia que ele tinha de vir todos os dias até seu portão para que ela lhe desse de comer. Tomou uma decisão. Dirigiu Beto até o canil e falou para o encarregado que queria procurar o seu cachorro. Quando ele lhe perguntou o nome do cachorro, ela se lembrou dos nomes de todos os amigos queridos aos quais havia sobrevivido. Viu seus rostos sorridentes, lembrou-se de seus nomes e pensou em como fora abençoada por ter conhecido esses amigos. - Sou uma velha sortuda, pensou. - O nome do meu cachorro é Sortudo, disse. E gritou, ao ver os cães no grande quintal: - Aqui, Sortudo! Ao som da sua voz, o cachorro marrom veio correndo. Daquele dia em diante, Sortudo morou com a velhinha. Beto parece que gostou de transportar o cachorro. Frida não se incomodou que ele sentasse nela. Glória não ligou para os pelos do cachorro. E todas as noites Belinha faz questão de se esticar bem para que nela possam se acomodar um cachorro marrom Sortudo...e a velhinha que lhe deu o nome. Não temamos nos afeiçoar às pessoas. Ninguém consegue viver sem amor, sem amigos, sem ninguém. Não nos enclausuremos em solidão, nem percamos a oportunidade extraordinária de amar. Amemos a quem nos rodeia. Também à natureza e os animais, recordando que tudo é obra do excelente Pai que nos criou.

A velhinha que dava nome às coisas