AGENDA DA FELICIDADE

Agenda da Felicidade

SEGUNDA FEIRA:

"...Orar sempre e nunca esmorecer". Lucas 18.1

TERÇA FEIRA:
O Sorriso: é o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribua-o gentilmente.

QUARTA FEIRA:
O Diálogo: é a ponte que liga duas margens. Eu e você. Transite-a bastante.

QUINTA FEIRA:
A Bondade: é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado. Plante flores.

SEXTA FEIRA:
A Alegria: é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanje-o. O mundo precisa dele.

SÁBADO:
A Paz de Conciência: é o melhor travesseiro para o sono da Trânquilidade. Viva em paz consigo mesmo e com Deus.

DOMINGO:
A Fé em Deus: é a bússola para os navios errantes, incertos, buscando as praias da eternidade. Utilize-a.

SEMPRE:
A Esperança: é o vento bom, enfurnando as velas do nosso barco. Chame-o para dentro do seu cotidiano.

A CADA MINUTO:
O Amor: é a melhor música na partitura da vida. Sem ele, você será um eterno desafinado.

SEJA FELIZ NÃO PARE A BEIRA DO CAMINHO....
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Poema do Menino Jesus

Poema do Menino Jesus como publicado no caderno MASCULINO/FEMININO do JORNAL ESTADO DE MINAS de 20-12-2009
Alberto Caieiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

Sidney lopes/em/d.a press


Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu..
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar
outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um
prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.

O seu pai era duas pessoas –
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera
da mãe,E que nunca tivera pai
para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três..
Com o primeiro fez que ninguém
soubesse que ele tinha fugido..
Com o segundo criou-se
eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo
eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.

Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como
a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou –
"Se é que ele as criou, do que duvido." –
"Ele diz por exemplo, que os seres
cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa
a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo
que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo
caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me
sempre. A direcção do meu olhar é o
seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente
a todos os sons
São as cócegas que ele me faz,
brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um
deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para
ela Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das
coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso
falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama..
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
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Supere sua dor com heroísmo

VOCÊ está sofrendo?

Supere sua dor com heroísmo, porque só os vencedores conseguirão o prêmio que se encontra à espera deles.

Não se apresse, mas também não desanime.

Supere sua dor com heroísmo, busque alegria, e viva com a sensação otimista daquele que sabe lutar sem desfalecimento.

E verifique que sua vida se transformará num hino de ação de graças ao PAI Todo-Bondade.

Do livro MINUTOS DE SABEDORIA, de C. Torres Pastorino

Ed. Vozes
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Eu sou assim mesmo

Quantas vezes já dissemos: " Eu sou assim mesmo " ou " É, as coisas são assim ". Essas frases na realidade estão dizendo que isso é o que acreditamos como verdade para nós, e geralmente aquilo em que acreditamos não passa da opinião de outra pessoa que incorporamos no nosso sistema de crenças. Sem dúvida, ele se ajusta a todas as outras coisas em que cremos.

Você é uma dessas pessoas que acordam numa certa manhã, vêem que está chovendo e dizem: "Que dia miserável"?

Não é um dia miserável. É apenas um dia molhado. Se usarmos as roupas apropriadas e mudarmos nossa atitude, podemos nos divertir bastante num dia chuvoso. Agora, se nossa crença for a de que dias de chuva são miseráveis, sempre receberemos a chuva de mau humor. Lutaremos contra o dia em vez de acompanharmos o fluxo do que está acontecendo no momento.

Não existe "bom" ou "mau" tempo, existe somente o clima e nossas reações individuais a ele.

Se queremos uma vida alegre, precisamos ter pensamentos alegres. Se queremos uma vida próspera, precisamos ter pensamentos de prosperidade. Se queremos uma vida com amor, precisamos ter pensamentos de amor.Tudo o que enviamos para o exterior, mental ou verbalmente, voltará a nós numa forma igual.

Extraído do livro Você pode curar sua vida
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lenda persa

LENDA PERSA

Há uma lenda persa que fala a respeito de um rei que carecia muito de um servidor. Dois homens se apresentaram e o rei os contratou por um salário fixo.

Depois de alimentados, voltaram à presença do soberano para ouvirem a respeito de suas tarefas...

A primeira ordem foi que cada um pegasse uma cesta, colocando-a ao lado do poço. Iriam, alternadamente, tirando a água do poço e despejando-a dentro da cesta. No final do dia, ele - o Rei -, pessoalmente, iria apreciar o trabalho deles.

Depois de cinco ou seis baldes de água tirados e jogados na cesta, um dos contratados falou:
- Afinal, qual é o valor deste serviço? Quando lançamos a água dentro da cesta, ela se escoa imediatamente!

O outro, entretanto, respondeu:
- O rei certamente conhece a utilidade do nosso trabalho. Ele sabe o valor dele, do contrário não teria nos contratado.
- Pois não vou gastar as minhas energias na execução de uma tarefa assim. Dizendo
isso, deixou de lado seu balde e partiu.

O outro homem, pacientemente, continuou o trabalho. O poço continha muita água, mas, sem desanimar, ele foi repetindo a operação até que conseguiu esgotá-lo.

Olhando atentamente para o seu fundo forrado de lodo, ele viu que havia lá um objeto, que brilhava intensamente.

Era um valioso anel de diamantes!...
- Vejo agora a utilidade do trabalho! Se o balde houvesse colhido o anel antes que o poço fosse esvaziado, então ficaria retido na cesta.

O meu esforço teve sua utilidade.
Foi útil e necessário!

Na hora marcada, chegou o rei e lá encontrou um dos contratados fiel às suas ordens.

Muitas vezes, ao longo da vida, deparamos com tarefas penosas para serem realizadas e caminhos difíceis a serem palmilhados.

Somos, por vezes, tentados a pensar que o sacrifício não compensa e uma forte tendência de abandonar tudo e tomar novo rumo tenta apoderar-se de nós.

Entretanto, quando dominamos o desânimo e nos enchemos de coragem para chegar ao fim da responsabilidade, sempre descobrimos uma compensação e nos levantamos prontos para um novo embate.

O desânimo tem sido a arma mais poderosa que o inimigo usa para nos desviar do plano e do caminho traçado por Deus para a nossa vida.


"Imaginar a vida sem obstáculos é uma ilusão...

Imaginá-los vencidos é coragem!"
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olhar para uma criança

Cap 105

TODAS as vezes que olhar para uma criança, levante seu pensamento em ação de graças a Deus, que jamais abandona seus filhos.

A criança é a esperança de hoje, na realização de amanhã.

É a certeza de que a Terra está sempre a renovar-se, recebendo cada dia novos habitantes que lhe vêm trazer a contribuição de seu trabalho e de sua capacidade, para o progresso do mundo.



Do livro MINUTOS DE SABEDORIA, de C. Torres Pastorino

Ed. Vozes
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Nada termina jamais...

Nada termina jamais...

Onde quer que alguém plante raízes brotadas do seu eu mais puro ou verdadeiro, ali encontrará um lar.
Voltar não é revisitar algo que falhou.
Penso percorrer as antigas trilhas sem amarguras, porque outros pés agora tem prazer com elas.
O mar é o mesmo de sempre.
As pessoas cujas vidas se tocaram, procuram renovar contato, mesmo quando seguiram em diferentes direções. Mesmo quando suas novas vidas fazem parte de uma realidade partilhada.
Ninguém é dono de ninguém.
Juntos, temos um ao outro, a natureza, o tempo.
É bastante simples.
Nada pode mais ferir."
(Liv Ullmann)
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gentilezas diárias

gentilezas diárias
A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano.

O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo.

A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente.

O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.

A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias.

E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe.

A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.

Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado.

Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.

A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida.

Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro.

E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.

E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...

A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir.

Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.

Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil.

E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer.
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