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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mensagem: "esvazie a xicara" por Erwin Von Rommel Certa vez um
professor* foi visitar um grande mestre de conhecimentos orientais. Lá
chegando, começou a falar daquilo que sabia: "Eu sou professor disso e
daquilo, conheço isso e aquilo", enumerou os diplomas e cursos e todas
as coisas que fazia. O mestre, muito sabiamente, o convidou para tomar
chá.

O professor falando pelos cotovelos e o mestre colocando chá...
colocando chá... colocando chá... O chá encheu a xícara, até que
começou a derramar na calça do professor, que disse: "Você está
transbordando a xícara!". E o mestre disse: "Você está vendo? Do mesmo
modo que esta xícara não agüenta mais chá, a sua mente está cheia de
idéias preconcebidas, que impedem que eu possa lhe ensinar alguma
coisa. Enquanto você não esvaziar a sua xícara mental, não vai poder
aprender nada."

O que quero dizer com esta história é que enquanto você achar que sabe
alguma coisa diante de uma novidade, não terá oportunidade de aprender
com ela. Toda situação na vida é nova. Ninguém está totalmente
preparado por antecipação. Você sempre é pego de surpresa.

Se for pego de surpresa, aceite a novidade e usufrua o benefício que
ela pode lhe dar. Todas as coisas mudam constantemente. Uma pessoa
passa por um rio uma vez, mas quando voltar, ela e o rio terão mudado.
A lei do esvaziamento da xícara mostra que você deve desenvolver a
sabedoria e aprender tudo a cada momento. Absorver o melhor que puder,
passar adiante e continuar aprendendo. No momento em que você se apega
a idéias preconcebidas, impede a absorção de novos conhecimentos. A
busca constante de conhecimentos é a chave para enfrentar qualquer
situação que apareça. A experiência acumulada é a massa e os novos
conhecimentos são os temperos que tornarão sua vida mais saborosa.
Aprenda o máximo que puder. Disso é feita a vida.

*Adaptação de uma história do livro O Zen nas Artes Marciais (Editora
Fundamento) Para Saber Mais: 100 Segredos – Usando Crenças e Símbolos
a Seu Favos, de Erwin Von Rommel (Zennex Publishing) ´"Ninguém chega a
sábio por acaso" Cícero

mensagem esvazie a xicara, publicada em motivaonline

mensagem esvazie a xicara

A XÍCARA mensagem: "a xicara"

Quando eu era menina, costumava visitar minha avó nas tardes de
sábado. De certa feita fui vê-la, como de costume, porém eu estava
preocupada e aborrecida. Ela estava lidando com suas plantas no
jardim, e, ao ver-me, percebeu logo que alguma coisa estava
acontecendo. Interrompendo seus afazeres, convidou-me a entrar,
dizendo:

-Vamos até à cozinha, hoje fiz uma receita nova e quero que você a experimente.

Não me entusiasmei muito com o doce e terminei contando-lhe, muito
queixosa, o que vinha me acontecendo. Segundo a minha narrativa eu
tivera uma grande decepção que, provavelmente, iria estragar o resto
de minha vida.

Vovó ouviu-me atentamente, sem fazer nenhum comentário. Quando
terminei, ela ergueu-se, tomou uma xícara e encheu-a de água pela
metade. Colocou-a à minha frente e me perguntou:

— Diga-me, minha filha, esta xícara está meio cheia ou meio vazia?

— Está... tanto uma coisa quanto a outra, respondi devagar sem prever
aonde ela chegaria.

—É isso mesmo. Tanto se pode dizer que está cheia, como vazia!
disse-me ela. E prosseguiu: Da mesma maneira, filha, nunca podemos
dizer se nossa vida está meio cheia ou meio vazia. Todos nós temos o
nosso quinhão de tristezas e de alegrias. Mas a nossa vida só é feliz
conforme a maneira pela qual encaramos as coisas. Tudo depende de nós.
Podemos estar sempre a lamentar porque a xícara está meio vazia, ou,
pelo contrário, nos alegrarmos porque a xícara está meio cheia.

E, até hoje, quando sofro a tentação de queixar-me da sorte, lembro-me
daquela xícara da vovó, que me ensinou como encarar as coisas. Na vida
há tristezas e alegrias, mas a xícara nunca está completamente cheia.
Tudo, depende de como a vemos...

Do livro "E para o resto da vida", de Walace Leal V. Rodrigues

A XÍCARA mensagem: a xicara

UM OLHAR

O que é um olhar? A pergunta nos interessa porque o nosso programa se
chama "Um olhar sobre a cidade".

Não basta abrir os olhos para olhar...

Quando, depois de 10 ou 15 dias de chuva, começa uma estiagem que
passa de uma semana, de duas, o nordestino olha o céu... Olhar de
inquietação, mas ainda de esperança e de prece! E quando o céu está
nublado, escuro, ameaçando chuva, quem é do Sul é capaz de achar o
tempo feio: o nordestino acha o tempo bonito, porque, quem sabe, vai
trazer a esperada chuva...

Quando a mãe se vê diante do primeiro sorriso do filhinho, o olhar que
lhe lança é quase um canto de alegria, de felicidade e de ação de
graças...

Quando, na rodoviária, a esposa vê o marido seguir de ônibus para São
Paulo, o olhar de despedida e de prece para que tudo lhe corra bem, e
para que ele, como tanto deseja, encontre um emprego que permita,
quanto antes, mandar buscar a família...

Quem levanta o lenço que cobre o rosto querido de uma pessoa muito
sua, rosto que só será visto de novo no céu, o olhar é de dor, de
despedida dolorosa, de quem fica de coração partido...

Quando dois jovens estão sentindo o amor despertar entre eles, e se
entreolham, o olhar canta, baila, dança!

Quando o cearense cansa de esperar chuva e se decide a tomar o pau de
arara, o olhar que ele dirige à sua rocinha é de cortar o coração da
gente.

Olhar que é uma delícia é o da criança que está descobrindo, vendo
tudo como se nunca ninguém tivesse visto e exclama a cada instante:
Olha lá! Olha lá!

Quando a mulher adúltera viu seus acusadores para atirarem, ante a
palavra de Cristo: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra", o
olhar que dirigiu a Cristo foi de agradecimento, de esperança e
gratidão.

Quando Cristo viu o jovem rico partir, porque não teve coragem de
largar a própria riqueza e segui-lo, o olhar do Mestre foi de profunda
tristeza, porque, naquele jovem, ele viu todos os que de repente se
sentem envolvidos e presos pelo dinheiro.

O olhar de Pedro quando, pela terceira vez, Jesus lhe perguntou se ele
o amava, foi de tristeza porque o Mestre parecia duvidar de seu amor,
mas foi também de quem pede socorro, reconhecendo a própria fraqueza e
crendo profundamente que Jesus podia, com a maior felicidade,
reforçar-lhe o amor...

Um olhar sobre a Cidade! Quando Jesus chorou sobre Jerusalém, como
devia ser triste o eu olhar de Homem-Deus!...

E quando, do alto da Cruz, nosso Irmão e Salvador, Jesus Cristo ergueu
os olhos, seu olhar não contemplava apenas o pequeno grupo que se
achava no Calvário, nem só divisava ao longe a Cidade. Seu olhar
contemplava os milênios, contemplava todas as criaturas de todos os
lugares e de todos os tempos...

Quem quer ajudar-me no esforço cotidiano de um olhar sobre a cidade? A
cidade é só Recife? É a Grande Recife? É também, de modo especial,
Olinda?...

É o Nordeste? É o Brasil? É o mundo?

Do livro UM OLHAR SOBRE A CIDADE, de D. Helder Câmara-3ª edição/2009-PAULUS

UM OLHAR, de D. Helder Câmara

O CIRCO


Quando eu era adolescente, meu pai e eu estávamos na fila para comprar
ingressos para o circo.

Finalmente, havia apenas uma família entre nós e o guichê.

Essa família me causou uma profunda impressão. Havia oito crianças,

 provavelmente todas com menos de 12 anos.

 Podia-se dizer que elas não tinham muito dinheiro.

Suas roupas eram baratas, porém limpas. As crianças eram bem comportadas,

todas em pé na fila duas a duas de mãos dadas, atrás de seus pais.

Falavam animadamente sobre os palhaços, os elefantes

e outras coisas que veriam naquela noite.

 Podia-se perceber que nunca tinham ido ao circo. O programa prometia

 ser um grande acontecimento em suas vidas jovens.

O pai e a mãe iam à frente do grupo, tão orgulhosos quanto poderiam estar.

A mãe segurava o braço do marido e olhava para ele, como se dissesse,

"Você é meu cavaleiro com uma armadura brilhante". O pai sorria cheio

 de orgulho e olhava para ela, como se respondesse, "Você tem razão."

A vendedora de ingressos perguntou ao pai quantos ele queria. Ele respondeu,

 "Por favor, quero oito de crianças e dois de adultos para levar a
minha família ao circo".

A vendedora disse o preço. A mãe ficou cabisbaixa e largou a mão

do marido, que ficou com os lábios trêmulos.

Ele perguntou novamente: "Quanto foi que a senhora disse?"

A vendedora disse novamente o preço.

O homem não tinha dinheiro suficiente. Como poderia dizer a seus

oito filhos que não tinha dinheiro suficiente para levá-los ao circo?

Vendo o que acontecia, meu pai colocou a mão em seu bolso,

 pegou uma nota de vinte dólares e a deixou cair no chão.

Meu pai se abaixou, pegou a nota, tocou no ombro do homem e disse

"Senhor, com licença, isto caiu do seu bolso."

O homem entendeu o que estava acontecendo. Não estava pedindo esmolas,

 mas certamente apreciou a ajuda em uma situação terrivelmente constrangedora.

Ele olhou bem nos olhos do meu pai, pegou a sua mão nas suas, apertou

com força a nota de vinte dólares e, com os lábios trêmulos e uma
lágrima rolando em seu rosto,

 respondeu "Obrigado, senhor. Isso significa muito para mim e para a
minha família."

Meu pai e eu voltamos para o nosso carro e nos dirigimos para casa.

 Não fomos ao circo naquela noite, mas valeu a pena.

Do livro "Histórias para abrir o coração"... autores: Jack Canfield e
Mark Victor Hansen

O CIRCO, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen